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21 de Setembro de 2019

7 coisas sobre trabalho e estilo de vida que eu queria ter aprendido antes de terminar a faculdade

Pedro Custódio, Advogado
Publicado por Pedro Custódio
há 2 anos

Quando entrei na faculdade, eu tinha apenas 17 anos de idade. Me lembro exatamente do meu primeiro dia de aula. Eu olho para trás e vejo um garoto tímido que queria fazer música, recém-chegado da zona rural e que usava boné para esconder o cabelo.

Onze anos se passaram e ainda continuo cometendo alguns erros, mas hoje enxergo de maneira mais clara o meu caminho. E esse crescimento pessoal se deve, em parte, a uma frase escrita por Henry David Thoreau, que, em 1845, deixou a cidade e foi para a mata, a fim de viver deliberadamente e enfrentar apenas os fatos essenciais da vida. Sua experiência ficou registrada no livro “Walden“.

"A natureza e a vida humana são tão variadas quanto nossas várias constituições. Quem saberá dizer qual é a perspectiva que a vida oferece a outrem?”

Essa citação tem um sentido profundo para mim e tenho usado ela como uma estratégia de aprendizado e também de vida, no que diz respeito à nossa própria realidade. Afinal, me livrando de toda e qualquer comparação, posso seguir meu caminho fazendo minhas próprias escolhas, com todas as variações que a vida me permite.

Ao longo dos anos, aprendi muito sobre a vida e sua forma dinâmica de ser. O que você encontrará abaixo é uma lista com 7 das coisas que considero mais importantes se você quiser criar sua própria realidade . Espero que te inspire.

1 - Não se compare com ninguém

Se você não está satisfeito com sua posição atual, procure mudar, mas nunca se compare com ninguém. Isso é injusto demais e vai te trazer um fardo que você não precisa carregar.

2 - Confie em você mesmo

Acho que, em geral, poderíamos confiar muito mais do que confiamos. Todo esse cuidado – ou medo – que temos poderíamos renunciar e dedicar honestamente a outra coisa que nos traz autorrealização.

Você pode ler todos os livros de autoajuda que quiser, no final, a grande lição é: não tenha medo. Confie em você mesmo e construa a vida que você quer viver.

3 - Não busque apenas estabilidade financeira

Quando eu estava na faculdade, ouvia muito, principalmente dos meus pais, que eu deveria prestar concurso público, pois isso me daria estabilidade financeira. Eu até tentei alguns, mas, para mim, nada se compara ao prazer de ter meu próprio negócio, mesmo que o dinheiro no final do mês seja “incerto”.

Na verdade, é impressionante a capacidade que temos de" dar nossos pulos ".

4 - Esteja sempre com a mente aberta

Não sei quanto a você, mas eu acho a profissão de advogado engessada demais. Desenvolvemos sempre as mesmas teses - na verdade, até gostamos de pegar modelos na internet -, fazemos sempre o mesmo networking e temos sempre o mesmo impasse: terminar a faculdade e montar um escritório ou fazer concurso público?

A consequência disso é que acabamos fazendo as mesmas coisas que todo mundo faz e, ainda, colhendo os mesmos resultados. Eu também segui a maré, até que percebi que, se quisesse ter resultados diferentes - e um estilo de vida diferente -, eu tinha que ter ações e estratégias diferentes.

Depois que abri minha mente e comecei a estudar, inclusive, temas de outras áreas, como, por exemplo, empreendedorismo e gestão, percebi que nossas convicções e realidade podem mudar num passe de mágica.

5 – Saiba que tipo de vida você quer

Para mim, isso significava ter meu próprio negócio, não entrar em um escritório às 8h e sair às 18h e ser capaz de trabalhar de qualquer lugar que eu quisesse.

Coloquei isso no papel e depois agi. Resultado: minha realidade mudou completamente!

6 - Seus pensamentos têm poder

Aprendi isso recentemente com T. Harv Eker, em “Os segredos da mente milionária". Aqui não se trata simplesmente de "pensamento positivo", mas, sim, de agir sobre aquilo que você pensa.

Não importa quais são os seu objetivos, o seu modo de pensar determina as suas ações e, consequentemente, os seus resultados.

7 - Liberdade não tem preço

Nossa sociedade atual valoriza mais o poder financeiro do que a realização pessoal. Isso faz com que nossas profissões sejam escolhidas de acordo com as tendências do mercado e com aquilo que dá mais dinheiro.

Consequentemente, nessa busca pelo dinheiro, amargamos numa rotina de trabalho que não nos traz felicidade e nossas paixões acabam se tornando hobbies de final de semana.

Em seu livro "Trabalhe 4 horas por semana", Tim Ferris fala que a nova moeda dos tempos atuais é tempo e mobilidade. Eu concordo com ele. Não daria meu estilo de vida atual em troca de qualquer trabalho corporativo bem remunerado.

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4 Comentários

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Ainda existe aquele mito de que o advogado necessariamente precisa se encaixar no dito "padrão corporativo", ser chato, engomado, pedante... Aos poucos vejo um movimento de quebra desses "estigmas" em direção à novas rotinas, modos de pensar e atuar, agregando inclusive conceitos de outras áreas e uma melhoria no estilo de vida, como você bem tratou!

Parabéns pelo texto e pela coragem de ousar em um meio tão "engessado".

Abraços! continuar lendo

Puxa vida, Thais!

Muito obrigado pelo seu comentário encorajador!

Também tenho visto esse movimento! Muitos advogados não querem mais ser simples "operários" do direito e, sim, "operadores" pensantes, donos do seu próprio negócio e vida.

Te desejo muito sucesso.

Abraços! continuar lendo

Vc é muito inteligente!
Este texto está bom.

Só discordo quando vc diz que a advocacia é uma profissão engessada ... "Não sei quanto a você, mas eu acho a profissão de advogado engessada demais" (SIC)

Querido, a minha rotina é dinâmica, agitada e o bom do Direito é exatamente isto: diversidade e zero de estagnação!
Você já advogou?

Um abraço! continuar lendo

Oi, Fátima!

Que bom receber seu comentário! Fiquei feliz.

Quando eu disse "engessada", me referia mais à forma de trabalhar e ao velho dilema entre advogar e prestar concurso público.

Durante 2 anos e meio, eu entrava num escritório às 8h e saía às 18h, com uma hora para almoço e sem registro em carteira, e isso não me trazia felicidade.

Minha proposta foi dizer que, com muito estudo e estratégia, podemos criar nossa própria realidade de trabalho e sermos mais felizes com o que fazemos ;)

Um abraço, Fátima!

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